Monbukagakusho ~ a busca pelo mestrado no Japão [Pt]

Antes de Tudo

Bom, esse ano (2011)  finalmente me formei em Publicidade e Propaganda pela UnB. Meu TCC foi um mangá sobre vampiros e lobisomens de 20 páginas com roteiro, arte, produção e edição by EU.

O último semestre foi um sufoco, pois além de produzir o mangá, tive que formular uma boa fundamentação teórica para ele, explicar os elementos de cultura e design utilizados, e no final defender tudo numa apresentação para os professores da banca, especializados em Artes, Comunicação, Estética e, claro, Histórias em Quadrinhos.

Tudo correu bem, apresentei em fevereiro, tirei 10 e peguei meu diploma em abril.

Depois, traduzi o mangá para inglês, e publiquei aqui.

Procurando Informações

O próximo passo foi natural: correr atrás do sonho que tenho desde 2004: fazer mestrado no Japão!

Encaminhei meu curso e minha carreira para possibilitar isso, estudei japonês sem parar (embora nem sempre com tanto afinco quanto deveria) por 7 anos, então só o que faltava era me inscrever!

 Por muito tempo presquisei universidades que oferecessem mestrado voltado para Mangá, e embora tenha me interessado por várias que tinham artes e design, mangá mesmo estava dentro de cursos técnicos ou cursos de graduação. Até que cheguei em Kyoto Seika Daigaku (University). Entrei em contato, conversei com a diretora do mestrado, confirmei datas e procedimentos. Conversei com meu orientador, que prontamente se ofereceu para ajudar no que precisasse.

Descobri que existem duas formas de mestrado em Mangá em Kyoto Seika: o teórico e o prático. No teórico, no final eu sairia com uma tese sobre mangá. No prático, eu aprenderia técnicas de produção e sairia com um volume completo e bem produzido de mangá. Claro que me interessei pelo prático, mas como a bolsa do Monbukagakusho é voltada para pesquisa acadêmica, não tive certeza se poderia escolhê-lo.

Pelo site da Embaixada do Japão (http://www.br.emb-japan.go.jp/pesquisa.htm) eu obtive todas as informações que precisava para me inscrever. Li todos os links da página, resolvi as provas anteriores, reservei um tempo para estudar inglês e japonês e me preparar para a prova. As inscrições poderiam ser feitas durante todo o mês de maio, e aproveitei para tirar todas as dúvidas e elaborar um bom projeto para me inscrever. Inclusive, teve uma palestra explicativa na UnB, para a qual fui chamada tanto pelo meu pai quanto pelo Mateus (@i1tbd1). A palestra foi muito convidativa, tinha inclusive relatos de ex-bolsistas. Um relato em destaque foi do Cristiano Augusto, que fez doutorado na universidade de Kyoto (não é a mesma que eu quero, entretanto).

 Consegui tirar várias dúvidas, inclusive de custos de vida no Japão. Outra coisa importante que descobri é que o projeto deve ter NO MÁXIMO 4 páginas, e não precisa ter capas nem estar em ABNT. E olha que o projeto que eu estava preparando já tinha passado de 30 páginas, em ABNT. E qual não foi minha surpresa quando descobri que a orientadora dos assuntos da bolsa designada pela embaixada é minha ex-professora de japonês, Kaoru-sensei. Ela me reconheceu lá na palestra e pareceu ficar feliz pelo meu interesse.

Outra dúvida importante que pude tirar foi a dofuncionamento da bolsa. A inscrição é feita para a categoria “pesquisa”, e dura dois anos. Nesses dois anos estão inclusos 6 meses de dedicação ao estudo da língua japonesa, e depois o estudo como pesquisador na universidade que eu escolher. Esse tempo é o prazo que o bolsista tem para fazer as provas de admissão no Mestrado ou Doutorado, que são anuais. Se admitido, pode renovar a bolsa pelo período do Mestrado ou Doutorado (geralmente, mais dois anos). Então normalmente a bolsa de um mestrando dura três anos, e pode ser renovada caso ele venha a fazer doutorado, e passar em todas as provas.

Muitos dos presentes na palestra estavam longe de se formar ainda, e sem nenhuma informação sobre como funcionaria a bolsa do governo japonês. Para eles, foram esclarecidos os prazos e as condições para pleitear a bolsa.

Enfim, com muitas expectativas, formulei 3 projetos diferentes e marquei horário para uma orientação na Embaixada do Japão. Fui atendida pela Kaoru-sensei e pela Marta, que avaliaram meus documentos e me explicaram melhor sobre os objetivos do projeto.

Eu tinha feito 3 projetos, um tendo em vista a continuação do meu TCC, outro com um tema menos específico e mais acadêmico, e um terceiro voltado à técnica e prática. Descobri que errei um pouco no objetivo do projeto. O objetivo da bolsa é formar profissionais brasileiros para que usem conhecimento adquirido no Japão para melhorar alguma coisa no Brasil. Então é isso que o projeto tinha que passar: que o que busco tem que ser estudado no Japão, e que será útil ao Brasil quando eu voltar.

Inscrição

 

Depois dessa orientação, criei um outro projeto, totalmente diferente, com novas dificuldades e desafios que eu nunca tinha enfrentado, apesar de já ter interesse no tópico antes. O projeto misturava arte, comunicação e pedagogia (e essa é a parte que eu nunca estudei). Envolveria métodos de avaliação de resultados que precisam de entrevista e de japonês bem falado. Pois o projeto era de “Métodos de Produção de Mangás Didáticos“. Traduzidos todos os documentos e o projeto para o inglês, fui de novo para a embaixada no último dia do prazo para a inscrição, e entreguei todos os documentos requisitados.

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