Aniversário do Cachorro Verde [Pt]

Bolo! Bonito e gostoso. 😀 by @Macefir

Decidi ir pro Aniversário do Cachorro Verde quando meu pai resolveu me dar as milhagens/passagens de presente de aniversário. Combinei com a Sylvia de me hospedar na casa dela e trazer meu colchão inflável, então tudo estava certo de antemão. Preparei identificações de sobra pra Malina, fazendo plaquinhas com o meu nome e telefone, o dela, e informações dos vôos que iriamos pegar. Coloquei as identificações na parte de cima, trás e na frente do crate, uma cópia pequenininha (mas legível) no coletinho da Malina, e outra na minha carteira.

Chegado o dia da ida [parece trocadilho] (Sábado, 18.06.2011), arrumei todas as coisas em duas mochilas, para despachar somente a Malina e ir com o resto das tralhas na mão.

Não teria como não despachar a buldoga, pois o peso dela com o crate (que na TAM eles chamam de kennel) ultrapassa 10kg. Se não, bem que ela poderia ter ido comigo na cabine! Quem mandou ter cachorro “pesado”..

O namorido nos levou pro aeroporto, pagamos a taxa, fizemos tudo direitinho, e despachamos a pequena gárgula no último momento possível, para ficar mais tempo com ela. Ainda assim, sobrava tempo até o vôo, e a moça do atendimento me confirmou que eu poderia chegar no portão de embarque até 15 minutos antes do horário do vôo. Tinha uma hora sobrando, então fomos jantar. Comemos tomando cuidado com o tempo, e faltando 20 minutos, fui para o portão de embarque, somente para encontrar o aviso de “FLIGHT CLOSED“, e nenhuma alma viva da TAM ali para me ajudar. Pensei que não seria possível o avião decolar ANTES do horário, e saí correndo atrás de algum funcionário. Passei por umas 3 pessoas até confirmar que realmente o avião tinha partido.

Fui no check-in da TAM, desesperada, e descobri que a Malina foi naquele

Malina. Foto by Fotopets

avião, sozinha. Reclamei e pedi que me colocassem no próximo vôo para São Paulo. Tudo resolvido, e eu cheguei uma hora depois da Malina no aeroporto de Congonhas. O que aconteceu foi que, para não deixá-la ali exposta no salão onde muita gente passa, eles optaram por guardar a caixa com a cachorrinha no escritório onde ficam as malas extraviadas. Fui para lá e ao ver que o funcionário descrevia a Malina com muito carinho e MUITOS diminuitivos, respirei aliviada: ao menos ela esteve em boas mãos. Achei meio estranho terem tirado-a do crate para “inspeção”, mas considerando que ela foi no avião sem o passageiro responsável (eu i_i), foi até justo.

Enfim, juntas de novo, pegamos um taxi e fomos até o QG do Cachorro Verde. Fomos muito bem recebidas pela Sylvia e Vanessa, e sua matilha: Oliver (pastorzinho de sheltand), Corah (golden retriever), Maya (teckel), Polly (srd) e Arthur (gatinho persa). A Camilli também estava lá, mas já tinha ido dormir bem cedo. Ajeitado o jantar da Malina e lavado o seu colchãozinho (de nervoso, ela fez xixi dentro do crate, provavelmente quando foi retirada do avião). A gambiarra que o Daniel tinha preparado para eu poder encher o colchão ligando a bombinha na tomada não funcionou, então dobrei o colchão para ser a caminha da Malina e fui acomodada no sofá. Esse foi o momento de provação para mim e minhas alergias. A vida inteira eu enfrentei a urticária e o nariz entupido ao entrar em contato com gatos ou cães desconhecidos, e pude confirmar que o contato constante e prolongado com pet (no caso, a minha Malina), realmente forçou meu organismo a reforçar as defesas. Não só dormi com a Malina do meu lado (normalmente dormimos em quartos separados), como em um lugar cheio de pêlos de cães e gatos.. e dormi muito bem!

Explorando a Chacrinha

No dia seguinte, a mulherada saiu para o lugar da comemoração (literalmente, os únicos da casa que não foram foram o Arthur e o Oliver). Antes de partir para a estrada, passamos em um supermercado para comprar algumas comidinhas pra levar, e “ração” de emergência pros dogs. “Ração”, entre aspas, pois o que levamos foi atum e pão integral. :]  Era meio longe então eu e os cães (…) dormimos boa parte da viagem. Chegando lá, fiquei realmente surpresa. Esperava que fosse uma casa alugada, mas era bem diferente do que eu imaginava.

A Chacrinha, em Cotia, SP, é um hotel/resort canino que agora também tem consultório veterinário. Quando chegamos, vi que tinha espaço livre, com grama cortadinha, muitas árvores, clareiras ensolaradas e sombras fresquinhas. Estava tudo limpinho e bem arrumado, com muitas tigelas de água para os cães e lixeiras para seus respectivos humanos. E ali, perto das árvores, uma mesa grande onde alocamos nossas guloseimas, e cadeiras. Soltamos a gaulera e eles fizeram questão de explorar todos os cantinhos (inclusive encontrando pinhas, galhos, brinquedos..).

Então, o pessoal foi chegando, trazendo mais e mais gostosuras para a mesa, e mais cachorros pra bagunça. As conversas eram sempre agradáveis e divertidas. Pessoas que até se conheciam pela internet foram se conhecendo ao vivo, se apresentando pelos nomes e se reconhecendo pelos nicknames e/ou nomes dos blogs  (naqueles momentos esquisitos de estranhamento, e depois da epifania: “Aaah! Você é o/a @Fulano do Twitter?”). Eu, ali, só conhecia 3 pessoas, mas tinha visto os blogs ou ouvido falar de muitas outras. Mas é sempre legal conhecer gente nova.

Cortando o bolo!

Depois, todos cantaram parabéns e se deliciaram com o belíssimo bolo feito pela @mafecir , e compraram produtos da Cachorro Verde e alguns outros, cujo lucro iria todo para a Segunda Chance (uma organização de resgate de cães abandonados). Saí de lá com uma caneca e um jogo americano, que a Malina amassou brutalmente ao entrar no carro.

Enfim, depois das despedidas, voltamos para a casa da Sylvia e da Vanessa, arrumamos as coisas e corremos para o aeroporto. E a Malina passou o caminho inteirinho roncando no colo da Camilli. De tanto cansaço, provavelmente deve ter dormido durante o vôo também, pois chegamos em casa super bem.

E assim terminou a primeira viagem de avião da Malina. Para a minha surpresa, a Malina passou a ser muito mais obediente e “grudada” em mim depois que voltamos. Agora ela pensa menos antes de atender ao chamado, e conseguimos até sair pra passear sem a guia algumas vezes. O saldo com certeza foi positivo.

Claro que os participantes da festa tiraram muitas fotos e divulgaram seus relatos nos blogs! Confira:

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